Juíza aponta "forte clamor público", põe Dr. Jairinho e Monique no banco dos réus por homicídio de Henry e decreta prisão preventiva do casal

Por Redação em 07/05/2021 às 15:03:00

Ao verificar a presença de requisitos para a decretação da preventiva do casal, Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, apontou 'risco à ordem pública' e ponderou que a medida também seria 'forma de aplacar a nefasta sensação de impunidade'


A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, recebeu a denúncia contra o vereador Jairinho e a professora Monique Medeiros pelo homicídio triplamente qualificado do menino Henry Borel, de quatro anos.

A magistrada ainda acolheu pedido do Ministério Público do Rio e decretou a prisão preventiva da dupla que também foi acusada dos crimes de tortura, fraude processual e coação no curso do processo.

A decisão de colocar Jairinho e Monique no banco dos réus foi dada no mesmo dia em que a Promotoria apresentou a denúncia à Justiça fluminense. No despacho, Elizabeth apontou que o caso gerou "forte clamor público, que beirou o furor popular".

Além disso, ao verificar a presença de requisitos para a decretação da preventiva do casal, a magistrada apontou "risco à ordem pública", ponderando que a medida também seria "forma de aplacar a nefasta sensação de impunidade".

A juíza deu dez dias para que os acusados respondam às acusações da promotoria fluminense.
Na denúncia, o promotor Marcos Kac chegou a registrar que Henry era submetido a "intensos sofrimentos físicos e mentais como forma de castigo pessoal e medida de caráter preventivo com agressões físicas perpetradas" por Jairinho.

A mãe do menino, Monique, responde ainda pelo crime de falsidade ideológica, em razão de ter prestado declaração falsa no Hospital Real D"Or, em Bangu, em 13 de fevereiro – "data de um episódio de tortura anterior ao dia da morte de Henry", segundo o MP fluminense.

COM A PALAVRA AS DEFESAS
A reportagem busca contato com os advogados de Dr. Jairinho e Monique. O espaço está aberto para manifestações.



Fonte: Estadão

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